sábado, 14 de novembro de 2009

Memórias da Adolescência - parte II


Bom, atendendo aos pedidos, eu criei coragem e fotografei o meu fichário personalizado da adolescência. Só deem um desconto porque ele tá velhinho e a última capa está toda ralada porque eu o colocava no chão pra sentar em cima, hahahah. Apesar da colagem sem vergonha, a galera da escola gostava da minha "arte", heheheh.


Essa é a capa... Tudo bem que tem Bon Jovi, Iron Maiden, Guns e Aerosmith juntos, mas eu só tava começando, poxa, rss.



O interior do fichário... Detalhe para o tom amarelado das fotos... Deus, tô velha...



A última capa, toda ralada....

domingo, 8 de novembro de 2009

Memórias da Adolescência

Nesse fim de semana, mexendo em algumas coisas antigas guardadas em um baú na casa dos meus pais, eis que eu achei o fichário que usei na 8ª série. A capa original era do Piu-Piu, mas eu, com 14 anos, rebeldia à flor da pele e Rock N' Roll na veia, lembro que pensei: Piu-Piu é o c******, vou personalizar essa capa. Bem, o resultado foi uma colagem bem legal com fotos das várias bandas que eu curtia e capas dos discos. Lembro bem que nessa época eu gastava todo o dinheiro da mesada com revistas de música como a Showbizz (alguém lembra dela???) e pôsters das bandas que mais gostava. Putz, que saudades daquele tempo!! Na porta do meu quarto eu colei várias fotos, sem contar os pôsters na parede, e as camisetas pretas com imagens dos roqueiros que eu fazia minha mãe comprar! Mas eu fui uma adolescente de sorte. Enquanto os pais de muitos amigos meus implicavam com os cabelos compridos, as roupas pretas, as músicas pesadas, os meus sempre me deixaram livre pra escolher o meu estilo. Tá certo que em algumas ocasiões meu pai brigou comigo por eu venerar "aquele bando de rebelde cabeludo que só enche a cara e faz barulho" como ele mesmo dizia, mas adolescência sem confronto com o pai, não é adolescência, hehehe. Hoje, em nossas conversas, nós lembramos com saudades dessa fase.
Lembro bem que eu voltava da escola e passava o tempo livre recortando fotos, ouvindo música e sonhando com os roqueiros cabeludos que eu adorava!! Rss.Algumas das bandas que eu comecei a conhecer naquela época ainda hoje fazem parte das minhas preferidas, como o Aerosmith e a inseparável dupla Perry & Tyler (que segundo rumores, talvez venha a se separar por causa dos projetos solos de Steven Tyler, hehehe). Lembro bem que o CD Nine Lives - que eu ganhei no natal, embalou meu primeiro namoro, que claro, foi com um garoto cabeludo que tocava guitarra.


                                              Steven Tyler e Joe Perry - até hoje adoro eles!!

Nessa época eu também ouvia muito Guns N' Roses e adorava o problemático e encrenqueiro Axl Rose. Lembro que tinha umas 5 camisetas com foto da banda. A última que ganhei foi dada pela minha mãe, com uma foto super bonita do Axl e que eu não deixei ela dar fim mesmo depois que a febre juvenil passou. Ela continua por aqui, mas desconfio que minha mãe a usa para caminhar no parque, hahaha.



Além de Axl e sua turma, eu ouvia muito os caras do Skid Row, que tinha o gatíssimo Sebastian Bach como vocal. Tá bom que hoje, olhando as fotos dele, percebi que ele era muito cheio de frufru para o meu gosto, mas naquela época eu achava o máximo. Reunia minhas amigas em casa e assistíamos aos clipes de nossas bandas favoritas na MTV (No tempo em que ainda era um canal fechado e na época em que ela era Music Television mesmo!!). Nem sei quantas vezes eu vi 18 and life e I Remember You, por exemplo. Gravávamos os melhores clipes numa fita VHS (hoje soa pré-histórico, eu sei) e depois ficávamos vendo até cansar.

 
      Skid Row: quantas tardes não passei suspirando pelo Sebastian Bach, hehehe

Também ouvia muito os caras do Metallica, Kiss, Faith No More, Iron Maiden e os Smashing Pumpkins. Aliás, ouço todos eles até hoje!! Uma vez, fiz minha mãe pagar R$ 35,00 em um CD duplo (coisa que jamais faria hoje), só por causa da música Tonight-Tonight, que eu adorava. Na loja, ela ainda me perguntou: Você conhece mesmo todas as músicas desse CD? E eu, com uma cara lavada, disse: Claro né, mãe?!?! Mentiraaaa... ahahahaha.


Tá aí a capa do CD que eu fiz minha mãe comprar. Depois vi que o investimento foi melhor do que eu supunha
  
Essa foi sem dúvida uma das melhores fases da minha vida. Época em que eu rasgava as minhas calças, desenhava nelas, andava com all star sujo, unhas pintadas de preto e com o sonho de um dia ter uma banda de rock. Período de efervescência, muitos sonhos, ideias mirabolantes, grandes desafios,expectativas e decisões. Foi também nessa época, aos 15 anos, que pensando sobre o que eu gostaria fazer no futuro, decidi que seria jornalista. Coincidência ou não, jornalismo e música são ainda hoje as minhas duas grandes paixões. Quem sabe um dia eu ainda consiga entrevistar um dos meus rockstars preferidos?!?! Que os deuses do rock digam YEAHHHH!!!!







quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Carona - eu aderi à esta prática!

Engraçado como às vezes alguns encontros possibilitam trocas de experiências enriquecedoras. E às vezes esses encontros se fazem por pura necessidade, como aconteceu comigo. No último fim de semana voltei de São Paulo para o interior de carona, prática muito comum, especialmente entre estudantes (É, eu já me formei mas ainda conservo alguns costumes dos tempos de faculdade, questão de sobrevivência!!). Nenhuma das cinco pessoas no carro se conheciam, mas em comum tínhamos o fato de estudarmos na mesma faculdade. Além de mim, já formada em jornalismo, tinha um garoto do último ano de Jornal, uma garota de Engenharia, um bixo de Desenho Industrial e um cara de Ciência da Computação.
Pois bem. Depois daquele papo inicial sobre o que cada um fazia, que conhecidos tínhamos em comum e tudo o mais, a conversa passou para política, conflitos de gerações, cinema, livros, música, relacionamentos e todo o tipo de assunto. Chegou em um certo ponto da viagem em que falávamos todos, trocávamos experiências e opiniões como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Sem dúvida, algo enriquecedor. Pessoas com diferentes formações, com experiências de vida distintas, mas com uma consciência muito legal sobre a realidade do país, do mercado de trabalho, da mídia brasileira, de família, enfim, uma série de coisas. Voltei pra casa feliz por essa oportunidade inesperada de crescimento. 
E agora, já está decidido. Quando eu tiver um carro, também farei parte dessa comunidade de pessoas que oferecem carona. Enquanto esse momento nnao chega, eu continuo pegando carona, hehehe. Quer oportunidade mais legal para economizar, chegar mais rápido, fazer novas amizades e garantir papo de qualidade durante uma viagem?!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Uma charge, pra descontrair e pensar!

Dando continuidade ao assunto Sarney e suas variáveis, hoje coloco uma charge feita pelo meu amigo jornalista Jeferson Athayde - o Pacaembu, ficou muito legal!! Valeu pela participação especial, hehehe.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sobrou até para o Euclides da Cunha

Desde que comecei a escrever o blog, há uns 3 meses, tenho evitado falar sobre assuntos políticos, apesar de acompanhá-los diariamente. Mas ontem, li a notícia sobre a discussão entre o presidente do senado José Sarney e o senador Eduardo Suplicy e não me contive. Xingar, amaldiçoar, dizer que Brasília é um circo ou a casa da mãe Joana já não satisfaz minha revolta. A indignação é tamanha que faltam palavras para descrever o que sinto.
A discussão rolou no momento em que o excelentíssimo presidente da casa discursava em homenagem ao centenário da morte do escritor Euclides da Cunha. Ok, o escritor merece sim ser homenageado e o foi em diversos locais Brasil afora, mas na boa, eu se fosse ele estaria me revirando no túmulo ao ser homenageado por um político que tem 11 acusações, as quais resultaram em processos, arquivados com uma tremenda cara de pau, no nariz de todos nós. Sobrou até para o pobre escritor. Eu, no lugar do senador, teria vergonha. Já não bastam as denúncias? Porque não aproveita o tempo em que está no plenário para trabalhar em prol da melhoria desse país?!Ao invés de fazer alguma coisa útil pelo povo brasileiro, o que se vê é um desvio de foco dos últimos acontecimentos, como se nada de mais tivesse acontecido, para fazer homenagens...
O pior não é isso. Há anos a família Sarney toma conta do Maranhão. Basta olhar a quantidade de escolas, creches, hospitais, viadutos e demias patrimônios públicos que levam o sobrenome Sarney e o número de parentes seus ligados diretamente à política. Há anos o estado é um dos que apresentam os piores índices de desenvolvimento, quando se leva em conta fatores como saneamento básico, índice de escolaridade e emprego por exemplo. Em julho deste ano, pesquisa da Fundação Getúlio Vargas apontou Maranhão e Piauí como os estados brasileiros com os piores índices de desenvolvimento socioeconômico em 2007.
Não bastasse isso, pensem comigo: quanto tempo é desperdiçado com discursos e homengens no plenário, todos os anos? Isso sem falar nas férias, folgas e todos os outros dias em que ninguém aparece em Brasília. No final, chutando alto, deve sobrar uns 3, 4 meses para trabalho, que nossos políticos usam pra fazer esse vergonhoso espetáculo de denúncias, discussões, processos, CPIs e arquivamentos... Lamentável.
E aí, ao ser interrompido pelo senador Eduardo Suplicy - o qual hoje novamente se manifestou contra o presidente da casa, mostrando um cartão vermelho à Sarney e exigindo explicações sobre as denúncias - Sarney se irritou e disse ao colega que ele estava sendo deselegante em sua atitude... Brincadeira. Deselegante? E por acaso emprego de parentes em cargos públicos ou uso indevido de dinheiro público são atos dignos de alguém elegante ou de bom caráter? - característica aliás, que deveria ser pré-requisito para a candidatura de qualquer pessoa a qualquer cargo público, em qualquer nível hierárquico!
Sinceramente, a cada dia que passa mais pessimista eu me torno quando se trata de política. Essas velhas raposas estão envelhecendo, mas nas barras de seus paletós vem toda uma nova geração de filhos, primos, netos, sobrinhos e sei lá mais o quê, os quais vêm estudando na mesma cartilha, aprendendo as mesmas lições e contribuindo para afundar cada vez mais o nosso país. Funciona como aquelas pragas que a gente tenta erradicar, mas quando eliminamos um bichinho, surgem mais cem, iguaizinhos. Talvez possamos jogar pesticidas sobre todo o congresso, quem sabe.
Não, isso não é um artigo, nem nada do gênero, porque antes de tudo sou uma cidadã brasileira e estou me manifestando como tal. Deixo minha opinião e desabafo parcial frente aos últimos acontecimentos políticos desse país e de antemão já esclareço que não tenho nada de Nazista!!!! Se fazem o que querem com o dinheiro que arrancam dos meus bolsos à força por meio de tarifas e impostos, por que não posso falar o que eu acho dessa palhaçada toda?! E olha que fui bastante educada e elegante...

***** Ah!!! Lima Barreto tem uma obra póstuma, publicada em 1923, chamada Os Bruzundangas, que trata de um país fictício, situado entre as zonas subtropical e tropical, muito parecido com o Brasil em termos políticos, econômicos e culturais. Para quem quiser ler... qualquer semelhança é mera coincidência!!!! Será?

sábado, 22 de agosto de 2009

Que venham as mudanças!!!!

Se tem uma coisa na qual acredito é que acaso não existe. Nada de ficar sentadinha, esperando o cosmos, os duendes, papai noel ou sei lá o que te mandarem presentes. Se você quer uma coisa é preciso ralar e muito, se esforçar, abrir mão de outras coisas e correr atrás. Há um bom tempo venho pensando sobre qual o melhor rumo tomar na minha vida. Ontem estava mexendo em umas coisas no armário e achei uma listinha que fiz na virada do ano, com coisas as quais eu gostaria de realizar em 2009. Fiquei feliz e surpresa ao ver que mesmo sem lembrar da tal lista, eu consegui realizar metade dos itens que escrevi nela!!! Ponto pra mim!!!

Mas a maior realização ainda está por vir e tomara Deus seja em breve. Não, não estou me contradizendo ao dizer "tomara Deus", porque não estou sentadinha no sofá esperando Ele fazer algo. Depois de muito pensar - e como pensei! - decidi provocar as mudanças que queria na minha vida. E agora já me sinto mais leve, animada e cheia de ideias! É claro que mudanças exigem que saiamos de nossa "zona de conforto", deixemos a rotina de lado, para conquistarmos os objetivos que tanto desejamos. Em breve deixarei a vida que construí em 6 anos morando aqui no interior, para correr atrás de coisas maiores, de sonhos maiores, novos desafios. Quando olho pra trás, tenho orgulho de tudo o que fiz até aqui, dos amigos que conquistei, do crescimento que alcancei, dos sonhos que pareciam impossíveis, mas realizei, enfim... Histórias, memórias, lembranças boas, decepções, tristezas, festas, alegrias, o pacote completo, que vai deixar saudades. Mas guardo o que for bom, levo comigo as lições que aprendi nos momentos difíceis e abro o meu coração para o novo, finalmente!!
Um ciclo da minha vida está se encerrando e é nesse momento de transição que a gente reflete mais, faz a faxina e descarta tudo o que é dispensável, para seguir mais livre e leve o novo caminho. Que venham os novos desafios!! Os meus grandes amigos seguem comigo. Nessa última e conturbada semana, muita coisa aconteceu de uma hora para outra, muitos planos precisaram ser modificados e surpreendentemente, os meus bons e queridos amigos, mesmo os mais distantes, "adivinharam" o quanto precisava deles, das risadas, das palavras de afeto, do apoio incondicional ou apenas de ser lembrada. Isso não tem preço. Dá uma confiança incrível, uma certeza de estar no caminho certo, de que tudo vai ficar ainda melhor. Obrigada a vocês, que sabem quem são, não preciso citar nomes. Agradeço todos os dias por ter pessoas tão especiais na minha vida e aproveito para colocar um poema para homenageá-los:

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A comunicação ultrapassando fronteiras....

Em uma bela tarde de um dia qualquer no horário comercial... Ligação para produtora de vídeo em algum outro estado...

Eu: (ao telefone com o editor): Fulano, preciso de um VT de 30 segundos, urgente, do cliente X. Já enviei todos os arquivos necessários para a produção, incluindo o roteiro com as instruções.
Editor: Ok, sem problemas, deixa com a gente!
Eu: Qualquer problema é só me ligar. (Pior que eu sempre sei que vou me arrepender de dizer isso...).

Horas mais tarde, perto do fim do expediente... Cliente ao telefone:

- Juliana, por favor, encaminhe a arte do evento para a produtora, mas sem os caracteres... Só a foto com o fundo, para poderem dar enfeitos à imagem.
- Confirmando, só a foto e o fundo?
- Isso mesmo!

Arquivo enviado, agora tudo deve estar ok... Ou não.
Na manhã seguinte, no msn.
Editor: Juliana, preciso do fundo daquela arte, sem nada.
Eu: Ué, mas o cliente pediu apenas sem os caracteres.
Editor: Não, eu preciso desse fundo sem NADA (em letras garrafais, na certa achando que a lenta da história era eu.).
Eu: Sem nada mesmo, nem aquelas letras que estão como marca d'água?
Editor: Sem NADA.
Eu: Ok, mando já. (Grrrrrr...)

Pouco depois do almoço...
Editor: Juliana, está errado.
Eu: Como assim?!?!?!? (Já prevendo o que viria em seguida...)
Editor: Você me mandou apenas o fundo simples, sem nada.
Eu: Ué, mas não era assim? (Era assim, sim, porque eu não tô ficando louca, c*******!!!!!!!)
Editor: Não, eu quero o fundo com aquelas letras em marca d'água também, pra trabalhar melhor os efeitos...
Eu: (Já me descabelando, com batedeira e esmurrando a mesa) Aaaaah, claro, desculpe, tudo bem, mando já para você. :)

E pensar que o comercial ainda nem foi para o cliente aprovar...
E pensar que ainda terei mais uma dezena desses (pelo menos) até o fim do ano...